O Bial repete a sua postura já conhecida no BBB (caras
e bocas, tom de voz), quando defende e impõe seu ponto de vista sobre
determinado assunto; nesse programa, notadamente ao defender o Alexandre Pires e
sua “brincadeira” naquele clip polêmico dos gorilas.
De qualquer forma, com ou sem preconceito, creio que o Alexandre
Pires, um grande artista, não foi feliz na concepção da ideia. Não que ele e
seus amigos sejam racistas, acho que ninguém questiona isso. O problema tá nos
olhos de quem vê. Aí é que tá o “x” da questão. Um clip é feito para o público
e o público do Alexandre Pires se estende por todo o Brasil e além do Brasil.
Portanto, é razoável pensar que algumas dessas pessoas tão diferentes possam entender a mensagem
do clip como racista ou preconceituosa, uma vez que a mídia já divulgou atos
envolvendo jogadores de futebol negros que foram chamados de gorilas ou receberam
no campo bananas arremessadas da arquibancada por torcedores.
O programa foi além e trouxe versos da composição de Lamartine
Babo / Irmãos Valença - “O teu cabelo não nega”:
“O teu cabelo não nega,
mulata, porque és mulata na cor, mas como a cor não pega, mulata, mulata eu quero
o teu amor.”
Não é do meu conhecimento que os autores dessa conhecida melodia tenham
sido tachados, na época, como racistas. Eles não, a música, posteriormente,
sim. Especialmente com o crescimento da consciência de igualdade dos cidadãos. Se
escrita hoje, certamente, a letra seria diferente.
Não basta não ser racista ou preconceituoso, é preciso não
deixar dúvidas e considerar, nas nossas atitudes, a leitura que poderá ser
feita pelos concidadãos. “De bem intencionados o inferno tá cheio”, dizem.
A discussão do politicamente correto é, e sempre será,
polêmica.
Fotos do site: http://tvg.globo.com/programas/na-moral/
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